lifestyleEm que o minimalismo contribuiu para minha vida

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Finalmente trouxe de volta mais um post sobre esse tema! Eu primeiro queria dizer que eu amei muito saber que tanta gente gostou do meu post sobre o que é o Minimalismo na minha visão, e ter tanto retorno e feedback por ele! Eu quero trazer muito mais sobre lifestyle e comportamento nesse estilo pra cá porque contribui muito pra nossa qualidade de vida, né?

E eu tenho muito pra falar sobre o minimalismo, coisas que envolvem ele e coisas que não o envolvem também, mas eu queria muito te contar mesmo é as coisas que mudaram na minha vida quando escolhi que ia adotar algumas medidas do minimalismo nela.

Pode não ser significativo pra você o que eu falo aqui, mas foi importante e mudou muito a minha. Mudou até mesmo coisas que não parecem que poderia, mas cara… Atitudes que mudam seus arredores conseguem mudar a sua mente e sua noção de muita coisa.

Lê o que eu passei, minhas experiências e pensa bem sobre isso. Não precisa necessariamente – e nem vai porque somos singulares – ter os mesmos resultados e mudanças que eu. Só que se você começa a entender e aplicar na sua vida mindsets e lifestyles como o do minimalismo, faz uma diferença enorme na sua vida… Você vai ver!

Desapegar-me

Desapego é um negócio que eu sempre quis ter. Eu já era aflita demais com acumular as coisas, eu só tinha uma preguiça e apego enorme com algumas coisas – mas ao mesmo tempo gostaria muito de me limpar de coisas inúteis, ou até aquelas camisetinha que a tia que não sabe qual é o seu estilo deu, sabe?

Quando eu criei meu blog, eu comecei a abrir minha mente e me amadurecer muito. No começo do ano pra cá então, eu considero que saí de uma menina para uma mulher e muita coisa mudou. Minha mente, o que eu uso, o que eu visto e qual é a minha visão de válido e útil também.

Fiz uma limpeza enorme no meu quarto. Descobri que depois de 5 anos ainda existiam livros e cadernos meus da escola. Cuidei de tirar tudo que eu não usava ou nem lembrava que existia do meu guarda-roupas e os sapatos também foram. Tudo que me deixava feliz e eu gostava ficou. Mesmo eu não usando muito. Mas o que não me fazia bem, não era confortável ou não tinha mais uso (ou nunca teve), ia para uma doação, artesanato ou lixo.

Eu fiz questão de ver coisa de papelaria, bijuterias, decoração, tudo! Eu me livrei de tanta coisa e fiquei tão (MAS TÃAAAO) leve, que isso girou uma chave em mim e eu vi o quanto valia a pena. Abre muito espaço e te dá uma leveza e senso de missão cumprida, é sem igual! Quando eu conheci o Kindle então? Você não sabe quantos livros eu já planejo vender no Enjoei ou nas Faculdades de Belo Horizonte.

Usabilidade

O que é útil pra você de verdade? Eu realmente comecei a valorizar todo tipo de coisa que eu usava de verdade e que realmente tinha utilidade e bom funcionamento.

Isso é questão de adquirir e/ou focar principalmente no que é útil e que vai funcionar comigo. Por isso, eu aprendi a pensar melhor no que funciona pra mim e o que vai ser só mais uma quinquilharia ou bagunça no meu quarto. Tipo quando eu vejo coisas fofinhas, ou canecas, e fico totalmente louca pra comprar. Mas adivinha só: Eu já tenho 4 canecas e não tenho lugar pra por coisas fofinhas no momento.

Eu aprendi a fazer uma coisa que eu já fazia um pouco mas podia melhorar: Comprar com consciência, não exagerar e não comprar nada que eu não vá usar.

Custo x Benefício e Durabilidade

Eu aprendi a equilibrar que tipo de coisa vale a pena comprar caro e que tipo de coisa vale a pena comprar aquele achado baratinho. Quando se trata de roupas e sapatos em geral, eu fico muito feliz de poder adquirir umas coisas com um investimento maior.

Mas não é exagero. Por exemplo, eu sou mais público de uma Amaro do que de uma Channel. A qualidade de ambas podem ser diferentes ou não, mas eu sei meu lugar: Amaro é uma marca de qualidade, e preço ótimo. Channel é marca de luxo, e eu não tenho condições nem de sonhar em investir em uma daquelas na minha realidade de hoje.

Presto muita atenção na qualidade do que eu vou usar, porque, apesar de eu ser muito cuidadosa, eu não quero gastar um dinheiro bobo numa coisa que vai durar alguns meses. A não ser que o propósito seja exatamente esse: Não durar, algo pra gastar. Quando eu quero comprar algo de qualidade, eu pesquiso, toco, vejo os tecidos e materiais, como é fabricado… Tudo pra eu – a Maria estabanada – conseguir fazer valer todo o dinheiro que eu gastar com essas compras.

E minimalismo também é muito isso: Fazer valer seu tempo e dinheiro gasto com coisas que importam.

Preciso mesmo disso?

Eu acho que todo ser humano precisa desse mindset do minimalismo, sem exceções. Tem hora que você ama muito uma coisa e quer adquirir, mas não necessariamente precisa dela no momento.

É muito comum por exemplo, uma pessoa comprar algo na promoção simplesmente porque está em promoção. Porque é imperdível e não vai ter outra oportunidade de achar algo assim neste preço. Mas e aí, você necessita mesmo disso?

Eu próximo do meu aniversário tinha um dinheiro separado pra comprar um presente para mim mesma. Fui à várias lojas e tava na ânsia de não ter nada o que comprar. Pensei “acho que vou comprar uma bota então, amo botas!”, mas foi só mais alguns segundos pra eu voltar atrás na decisão e desistir disso.

Eu já tenho três botas, uma para cada ocasião se preciso, e muito confortáveis. Eu não preciso de mais botas, principalmente se eu comprar alguma muito similar à alguma que eu já tenho. E o melhor é que isso me ajuda a explorar mais combinações com as peças que tenho no armário. O que eu também venho valorizando bastante.

Guardei o dinheiro para começar o ano e me presentear com um contrato para fazer academia. E eu preciso mesmo disso!

Espaço e organização

Depois que eu comecei a praticar algumas coisas do minimalismo, eu tenho estado muito mais organizada, com bastante espaço sobrando e o espaço em si era bem arrumado.

Tudo que eu não precisava ficou para uma outra pessoa, joguei fora ou foi doado, então eu liberei bastante espaço. Focar e ter apenas o que é necessário pra mim me abriu espaço para coisas novas – ou simplesmente para manter o espaço mais limpo e organizado – e me fez usar muito mais o que importava pra mim.

Acontece que a gente tem aquela mania de apego, de não jogar uma caneta fora ou deixar aquelas caixinhas de presente bonitinhas em algum lugar… Se você quer mesmo ficar com essas coisas, use-as, coloque-as ao seu alcance. Ou faça uma solução criativa de como utilizar elas de maneira melhor.

Agora, se você não vê motivo para algumas coisas estarem na sua casa, o melhor a se fazer é se livrar delas para você ter um espacinho a mais na sua casa!

Isso tudo são coisas que fizeram bem pra mim enquanto com o minimalismo. Você não precisa seguir à risca o que fez bem pra mim, nem se impedir de ter algumas coisas na sua vida que você gosta de ter.

O propósito do estilo de vida minimalista é te fazer aproveitar ao máximo o que você é, seu tempo e as coisas que você adquire. Valorizar e fazer com que elas valham ao máximo o quanto gastou. E também, principalmente focar na sua qualidade de vida. Então se você tem um apego emocional a algo, não se livre disso. Dê vida e propósito a essa coisa, pendure ou coloque na decoração, use!

Pra finalizar, uma boa maneira de revelar que desapego é importante e usar ao máximo o que você tem, sem dó também: Eu tenho uns milhares de adesivos que estavam guardados à sete chaves desde meu tempo escolar. Eu estava esperando “uma ocasião especial” para gastá-los, e existiram milhares de ocasiões e eu nunca usei. Agora tô aqui colando e distribuindo adesivo pra tudo e todos quem posso.

4 comments

  • Débora

    dezembro 28, 2018 at 12:14 am

    Uma das minhas metas pra 2019 é o desapego.
    Eu compartilho do mesmo mal que você compartilhava: guardava cadernos do ensino médio!!!
    Eu particularmente gosto muito do método de organização da Marie Kondo. Gostoso ter coisas que você tem “sentimento” por elas.
    Em uma sociedade que está muito preocupada em ter, a gente acaba acumulando coisas que muitas vezes não precisa. E é difícil se desvencilhar disso, né? Com tudo a nossa volta praticamente gritando “cooooompra”.
    E fora a grana que gastamos né? Coloquei tudo no papel esses dias e !!! Fiquei até assustada.

    Adorei aqui! E vou salvar esse post.
    Um beijo

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    • Meio Julia

      janeiro 3, 2019 at 2:40 am

      Eu ainda nao conheço o trabalho da Marie Kondo mas tenho muita vontade de ler. A gente preocupa demais em ter sem antes preocupar em ser e viver né? ♥ É DINHEIRO DEMAAAIS QUE A GENTE ECONOMIZA quando cuida disso tudo.

      Fico feliz que gostou do post, um beijo!!! ♥

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  • Thais Rodriguez

    janeiro 10, 2019 at 8:29 pm

    Que relato ótimo!
    Eu to no comecinho ainda… tentando desapegar de algumas coisas, me agarrando a outras como se fosse morrer… lol
    Compras nunca foram meu problema, pq sou tão mão de vaca que chego a perder promoções que valeriam a pena e de coisas que realmente preciso :/
    Ainda me falta tempo e sobra procrastinação (como se não fossem parte da mesma bola de neve) pra realmente me desapegar de todo o lixo que me acompanha dos últimos 20 anos e realizar todas as obras artísticas que eu quero fazer e nunca faço (eu trabalho com informática, mas quero fazer costura, comidas, tudo, kkk)
    Mas, como desculpa por aqui… to lendo blogs de minimalismo, querendo ver o seriado novo da Marie Kondo no Netflix e seguindo a feneute no instagram…

    My goodness que comentário confuso, kkk
    Obrigada pelas dicas e vou tentar aplicar umas aqui 😀

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    • Meio Julia

      janeiro 14, 2019 at 5:42 pm

      Meninaaaaaa kkkkk se libertar desse jeitinho mão de vaca também pode ser bom né? ás vezes uma coisa que vale muito a pena pra você, você deixa passar e fica “pesando seu psicológico” com o arrependimento. Mas a gente que sabe o que vai sendo melhor pra gente né?

      ESSA SÉRIE DA MARIE KONDO EU TO VENDO E TO PIRANDO AAAAAAAA — já tinha desapegado e to limpando mais coisa ainda daqui a pouco não tenho casa kkkkkkkkkkkkk

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